12/06/2026 - Reunião do Consórcio de Transporte Metropolitano termina sem acordo
Uma reunião do Consórcio de Transporte da Região Metropolitana (CTM) da Grande Aracaju, realizada nesta sexta-feira (12), terminou sem consenso entre as administrações municipais.
O encontro, que reuniu representantes de Aracaju, Barra dos Coqueiros, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro e do governo do estado, teve como pauta principal o plano de ações para 2027 e os rumos da licitação do transporte coletivo, mas as discussões não avançaram de forma satisfatória para a capital.
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Durante a reunião, houve divergência por parte de Aracaju sobre a decisão dos representantes dos municípios de Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão pela emissão das ordens de serviço para as empresas que venceram os lotes da licitação de 2024.
O governo do estado se absteve da decisão. A prefeita citou que o posicionamento dos municípios diverge do que já havia sido acordado e que a licitação em questão já havia sido anulada pela Justiça.
Reunião do Consórcio de Transporte Metropolitano termina sem acordo
PMA
Segundo a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, a proposta apresentada pelas demais partes do consórcio representa o retrocesso na licitação para o transporte coletivo. Diante da situação, a administração municipal vai apresentar, na próxima semana, uma nova proposta de licitação diretamente ao Ministério Público do Estado (MPE) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Durante a reunião, um ponto de debate entre as cidades foi o subsídio mensal de mais de R$ 6 milhões pago atualmente pela Prefeitura de Aracaju para a manutenção do Sistema Integrado de Transporte. A capital sergipana está arcando com 53% dos custos operacionais de todo o sistema da Região Metropolitana.
Também foi debatido o impacto do preço do óleo diesel, apontado como um dos insumos que mais oneram e pressionam o valor da operação do serviço.
O que dizem os municípios
Por meio de nota, a prefeitura de Nossa Senhora do Socorro informou que a atual licitação está com seus efeitos regulares e que não é razoável que decisões condicionadas à concordância de um único ente.
Já o município de São Cristóvão informou que entende que a emissão das ordens de serviço representa consequência natural para execução dos contratos e que atualmente, não existe decisão que impeça a continuidade dos atos administrativos da licitação de 2024.
A prefeitura de Barra dos Coqueiros não se manifestou.
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